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02/07/2010 - 08:28h - Leis "Seca" e "Maria da Penha não diminuem ocorrências em Chopinzinho

          Ir ao bar beber uma, vamos ao baile, se reunir com os amigos e fazer aquela festa, estas frases fazem parte do cotidiano dos chopinzinhenses e da maioria das cidades do interior. Acontece que os números comprovam que mesmo com alterações e punições mais severas a maioria das ocorrências policiais e prisões em flagrante estão ligadas ao consumo de álcool. "Praticamente todo final de semana em 2009 houve prisões de pessoas embriagadas ao volante.

Esses números são casos que resultam de acidente ou que chama a tenção da polícia, até porque não tem como a Policia estar em todo lugar fiscalizando.

Este número é alto e tem envolvimento direto com a bebida alcoólica", conta o Delegado Sérgio Canterelli. Ao apresentar um levantamento realizado pela Delegacia entre os anos de 2006 e este ano é visível o aumento do número de ocorrências.

Já nos casos de violência doméstica ele explica que mesmo sem haver estatísticas, senão em 100% dos casos, em 80% a partir da embriaguez começa a discussão e daí parte para a agressão das pessoas da famílias. "É uma questão cultural, todo evento que tem as pessoas bebem, para não dizer que não conheço nenhuma pessoa, conheço uma pessoa em Chopinzinho que não bebe. Jantares que participamos esta pessoa não ingere bebida alcoólica. Não existe a consciência de um não beber para dirigir. Mesmo com campanhas nacionais e aqui em Chopinzinho através do Conselho Municipal de Segurança", afirmou Cantarelli. Ele explicou que a Polícia tem esses números do seu trabalho de repressão, que acaba proibindo a população através da punição, já a conscientização é realizada por governos e entidades.

Os números comprovam que mesmo com a Lei Seca e a Lei Maria da Penha o número de ocorrências vem aumentando. Esta constatação serve exclusivamente para Chopinzinho afinal, em determinadas regiões as respectivas leis diminuíram os números de ocorrências, o que comprova a constatação do Delegado Sérgio Cantarelli que é uma questão cultural. Já há um movimento para alterar a Lei Seca. "Antigamente o policial vinha aqui e com sua constatação era suficiente, hoje é necessário o exame clínico, bafômetro ou de sangue, segundo a lei há uma quantidade de álcool no organismo. Estão tentando mudar isso e aumentar a pena. Justamente para ser mais rigoroso nas penas e com isso coibir as ocorrências", explicou Cantarelli.

 

Como acontece

A idéia que se faz do álcool como produto estimulante é falsa, não passa de mito. Na verdade, a sensação estimulante provocada pelo álcool, nada mais é de que a diminuição da inibição. De fato, o álcool é depressivo e a sua ação pode induzir ao sono. A relação do álcool e o impulso para as agressões é fisiológica. A bebida etílica chega ao cérebro, aguça o sistema nervoso simpático, rebaixa a crítica e aumenta a agressividade. A ressalva dos especialistas é que tanto violência doméstica quanto consumo de bebidas alcoólicas são fenômenos complexos. No geral, um funciona como fósforo aceso dentro de um barril de pólvora do outro. Já o efeito do álcool no volante além do reflexo ele prejudica a capacidade de julgamento das pessoas, por isso a maioria se julga capaz de dirigir alcoolizado.

 

Punição

Quem é pego embriagado ao volante está sujeito a uma pena de detenção de seis meses a três anos e pode ter a suspensão da Carteira de Habilitação.

O processo leva dois meses no máximo e ao ser pego em flagrante o cidadão deve recolher uma fiança, senão permanece na cadeia. Já em casos de violência doméstica acontecem nos finais de semana e com a Lei da Violência Doméstica está sujeito a uma pena de um a três anos, se não recolher fiança permanece preso.

 
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